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:: Do blog do Juca Kfouri

6 abr

As águas de abril

http://blogdojuca.uol.com.br/2010/04/as-aguas-de-abril/

São Paulo passou janeiro e fevereiro submersa.

Jogos de futebol foram adiados por causa das chuvas e por pouco a prova de fórmula Indy, disputada em março, não virou competição de lanchas.

Agora, é o Rio.

O jogo de vôlei previsto para ontem no Maracanãzinho pela decisão da Liga Feminina teve de ser cancelado.

Estamos falando das duas principais cidades brasileiras.

Que tiveram, além do mais, vôos atrasados em seus ultrapassados aeroportos.

E nem falamos das mortes ou das perdas de casas etc.

E vamos ter no Brasil uma Copa do Mundo em 2014 e uma Olimpíada em 2016.

É claro, falta muito tempo.

Até lá tudo estará resolvido, como nunca se viu antes neste país.

E viva o Lula, viva o Sérgio Cabral e o José Serra!

Comentário para o Jornal da CBN desta terça-feira, dia 6 de abril de 2010.

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:: A meta do presidente

20 out

Por ANA MESQUITA

http://anamesquita.zip.net/

13 de outubro de 2009

Transcrevo a excelente análise assinada pela nadadora Ana Mesquita, a propósito do debate sobre Olimpíadas, desenvolvimento humano e formação de atletas.

Autora do livro “A travessura do Canal da Mancha”, Ana escreve com autoridade de quem se preparou física e psicologicamente para superar o desafio das águas, 36km entre a França e a Inglaterra. E conseguiu, com recorde latino-americano: 9h40min.

O texto, a seguir, é ótimo para análises e debates. Confiram.

*

anamesquitaDepois do anúncio da escolha do Rio de Janeiro como sede para os Jogos Olímpicos de 2016, nosso emocionado presidente declarou: a meta agora é transformar o Brasil em potência olímpica. Está cheio de gente questionando a viabilidade dessa meta. Por enquanto não vi ninguém questionar a validade dela. Eu quase acho o projeto mais viável do que válido.

A China foi a primeira no quadro de medalhas de Pequim 2008. IDH: 92º. O Quênia (147º no IDH) ficou em 15º lugar nas olimpíadas. À frente da Noruega, que foi 21ª no quadro de medalhas e tem o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano, segundo a ONU. É possível tornar-se potência olímpica sem melhorar a distribuição de renda, a educação e a saúde pública. O destaque esportivo também pode prescindir da democracia, da liberdade de expressão e da liberdade de escolha. Ganhar uma baciada de medalhas olímpicas pode encher um povo de emoção e orgulho patriótico, mas não faz um país melhor.

Há quem diga que o Brasil deve tomar a China como modelo. Depois de Seul, quando terminou os Jogos em 11º lugar no quadro de medalhas, implantou um programa de massificação esportiva e, quatro anos mais tarde, em Barcelona, saltou para a quarta posição. Mais dezesseis anos e foi a primeira em Pequim. Na natação, esporte que acompanho mais de perto, a China não teve sucesso tão crescente. Se até Seul nunca uma nadadora chinesa havia chegado a uma final olímpica, em Barcelona foram quatro medalhas de ouro.

No mundial de Roma-94 o espanto cresceu: 12, das 16 medalhas de ouro em disputa foram para nadadoras chinesas. Então, meses mais tarde, nos Jogos Asiáticos, a equipe ruiu: 11 atletas caíram no antidoping. Se foi doping oficial nos moldes do da ex-Alemanha Oriental ou não é impossível dizer. Após o escândalo e em meio à campanha para sediar os Jogos de 2008, a China realizou grande esforço de provar-se limpa. A natação chinesa contentou-se com uma medalha de ouro em Pequim.

Como brasileira, ex-atleta e apaixonada por esporte, prefiro que o Brasil não adote o modelo Chinês. Quero ver o Brasil no alto do pódio olímpico muitas vezes, mas como consequência da melhora de todos os nossos indicadores sociais. Quando todas as nossas crianças frequentarem boas escolas, forem bem alimentadas e tiverem oportunidade de participar de bons programas de iniciação esportiva em locais com estrutura adequada, sob orientação de bons profissionais, teremos boas chances de nos tornarmos uma potência esportiva. Se forjarem em nós o destaque olímpico que desejam sem que tenhamos nada disso, nem quero pensar em como o farão.

:: Humor Olímpico

20 out

Por MÁRCIO COSTA

https://rodrigovf.wordpress.com

20 de outubro de 2009

Temos ou nao temos muito trabalho pela frente?!?!

Piraol

:: Rir ou chorar?

2 out

Por RODRIGO VIDAL FERRAZ

https://rodrigovf.wordpress.com

2 de outubro de 2009

E agora? Copa em 2014, Olimpíadas em 2016, o que mais falta?

O Brasil é o país do futuro, umas das 10 maiores economias do mundo, como bem disse nosso presidente. Um mercado emergente com mais de 190 milhões de consumidores. Um país rico em recursos naturais. Uma cultura única e exótica, fruto de uma mistura de raças, línguas, temperos e religiões.

Um povo apaixonado, que não reclama à toa, que aliás, não reclama de nada, que consegue superar barreiras como ninguém, que aprendeu a rir da própria desgraça, que acredita na vida e que usa a criatividade e o improviso de forma natural. Um povo que ama e sabe festejar como poucos!

Mas alguém tem que pagar a conta, certo? E eu pergunto: quem?

Esse mesmo povo festeiro e lindo, que não reclama de nada e que não se lembra dos vexames e escândalos do passado recente, como o Pan-americano no Rio de Janeiro. Não bastassem as dívidas ainda penduradas e as licitações ilícitas do Pan, agora ainda temos uma copa e uma olimpíada para organizar.

Fácil! Afinal não temos quase problemas para resolver no Brasil, todo mundo empregado, o sistema de saúde vai bem, obrigado, as escolas públicas são exemplares, a violência está controlada, a corrupção também, principalmente em Brasília, o povo tem o que comer, o acesso à cultura é fácil, enfim, vamos pegar o dinheiro que está sobrando e vamos organizar uma festa, uma não, DUAS!

Do fundo do meu coração, espero que eu esteja redondamente enganado e que o Brasil mostre para o mundo como se organiza uma copa e uma olimpíada. E que dessa vez, os interesses da nação estejam a frente dos interesses pessoais dos nossos estimados políticos.