Tag Archives: Brasil

:: Registro para a posteridade

19 jul

Lembrete:
Nunca esquecer do fato ocorrido no dia 17 de julho de 2011.

Liçao:
Nao existe mais amor à camisa.

Frase do dia:
“Não aguento esses comuns tentando jogar feito craque”
Janaina Lazzaretti (@janalazzaretti)

Prova do crime:

:: A justiça do mata-mata

25 nov

Por ROBERTO VIEIRA
http://blogdojuca.uol.com.br/2010/11/a-justica-do-mata-mata/

O Brasil esculhambou com o minuto de silêncio.

Minuto que virou segundos constrangedores.

O Brasil teve duas repúblicas novas.

Repúblicas tão antigas quanto as anteriores.

1° de abril de 1964 – ficou 31 de março mesmo.

No Brasil, garota de programa se apaixona pelo contratante.

União Nacional dos Estudantes é subsidiada pelo governo.

Caos aéreo é comemorado como sinal de bonança.

Favela é comunidade.

Palhaço desempregado vira deputado mais votado.

Homicídio pode ser legítima defesa da honra.

Rombo no Panamericano não é crime olímpico.

Fiado vira superávit.

Torcida organizada faz de tudo, menos torcer.

Católico frequenta terreiro de umbanda.

Mãe de santo batiza seus filhos na igreja do bairro.

Anticoncepcional é feito de farinha.

A cantora mais popular era portuguesa.

O segundo clube mais popular do país tem nome grego.

O craque do campeonato é argentino.

E 25% dos senadores não recebeu um voto sequer.

No Brasil, sério apenas o futebol.

Mas até mesmo o reino dos pontos corridos,

não conseguiu ficar impune em Pindorama.

Os pontos corridos já não representam absolutamente nada.

No Brasil, quem diria?

Terra da pena de morte disfarçada.

Justiça só no mata-mata…

:: Tá explicado…

6 jul

:: Copa do Mundo = 76 dias

26 mar

Por RODRIGO VIDAL FERRAZ

https://rodrigovf.wordpress.com

26 de março de 2010

Esta chegando, 76 dias para a Copa do Mundo da África do Sul!

Vamos nos programar:

Brasil x Coréia do Norte
15 de junho (terça-feira)
14:30 (MTL) / 15:30 (SPO)

Brasil x Costa do Marfim
20 de junho (domingo)
14:30 (MTL) / 15:30 (SPO)

Brasil x Portugal
25 de junho (sexta-feira)
10:00 (MTL) / 11:00 (SPO)

:: É só copiar que rola…

17 fev

Por FOLHAPRESS

http://www.folhapress.com.br/

16 de fevereiro de 2010

Plano olímpico canadense é barato em relação à verba do Brasil

Apesar de ter metas ousadas, o programa “Own the Podium” tem um orçamento muito baixo se comparado às cifras despejadas no esporte brasileiro. No ciclo olímpico anterior aos Jogos de Pequim-2008, o programa canadense gastou R$ 111 milhões em modalidades de verão, enquanto o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) recebeu no mesmo período mais que o dobro da Lei Piva -foram cerca de R$ 270 milhões. Na China, o Canadá ficou em 19º lugar, com 18 medalhas, enquanto o Brasil foi o 23º, com 15 pódios.

A transparência também chama a atenção do programa do Canadá. Todos os valores investidos no esporte do país são divulgados no site oficial. O projeto tem metas bem delineadas: liderar o quadro de medalhas em Vancouver e estar entre os 12 primeiros de Londres-2012. O caráter multidisciplinar é outro destaque.

Já no Brasil, somente agora, com o início do programa Time Brasil no Rio, o COB começa, de maneira tímida, a propor um sistema multidisciplinar. As metas para Londres-2012 ainda não foram divulgadas. A intenção do COB é anunciá-las neste primeiro semestre.

O investimento canadense também foi feito de acordo com o número de medalhas que cada modalidade distribui e com a qualidade dos praticantes. Um dos esportes mais tradicionais do país, o hóquei ganhou menos (R$ 4,6 milhões) do que o esqui alpino (R$ 6,1 milhões), que distribui mais ouros -10 contra 2 do hóquei.

No Brasil, só é levado em conta a performance em cada modalidade. O vôlei, por exemplo, distribui só quatro ouros olímpicos e recebeu R$ 2,5 milhões da Lei Piva. Já as lutas, que oferecem 18 ouros, ganharam R$ 900 mil.

:: Nem Rio, nem Brasil

1 out

Por JUCA KFOURI

http://blogdojuca.blog.uol.com.br/

1 de outubro de 2009

Mas é triste chegar quase aos 40 anos de profissão e não querer ver uma Olimpíada no país em que nasci

NEM RIO-2016, nem São Paulo- -2020, nem Brasília-2024.

Quem sabe, e tomara, Rio- -2028. Tomara mesmo.

Mesmo que, tomara outra vez, não esteja aqui para ver. Ou, então, se estiver, desde que apto a cobrir, jovem aos 78 anos.

Porque um país que não dá a menor pelota para o esporte como fator de saúde pública ou de inclusão social não tem por que pleitear ser sede de uma Olimpíada.

E não acho graça nenhuma em dizer isso, prestes a completar 40 anos de jornalismo.
Primeiro, porque quero muito ver o Rio voltar a ser o que um dia foi nas décadas de 50 e 60, quando o conheci, admirado.

Em segundo lugar, porque, por mais que meus conterrâneos paulistas não me perdoem por isso, acho que esse tipo de evento é sim muito mais vocação do Rio, cartão de visita do Brasil.

Quem sabe se o país não tomará juízo com mais uma decepção e começará a fazer a lição de casa com vistas a pensar em ter o Rio como sede olímpica daqui a 20 anos?

Porque terei das maiores surpresas de minha vida se o Rio for escolhido amanhã, por mais que saibamos o que rola por trás desse tipo de escolha e da capacidade de convencimento que nossa cartolagem tem, ainda mais depois dos fracassos das campanhas Brasília-2000, Rio- -2004 e Rio-2012.

Tanto que, convenhamos, desta vez o marketing está tão benfeito que tem gente bem informada que jura que dará Rio na cabeça.

A surpresa será ainda maior depois que a Casa Branca confirmou a presença de Barack Obama em Copenhague, de onde certamente não cogita voltar de mãos abanando.

Sim, é injusto que pela quinta vez os Estados Unidos sediem a Olimpíada, enquanto a América do Sul continue a chupar os dedos.

Mas a América do Sul é um continente sem tradição esportiva e, portanto, sem tradição olímpica. E nem pode mesmo, porque não tem política esportiva, não tem que correr atrás de medalhas se nem garante educação física nas escolas, coisa obrigatória.

A Espanha, por exemplo, quando resolveu fazer Barcelona-92, trouxe junto uma política cujos frutos rendem até hoje e renderão provavelmente para sempre, como rende a dos Estados Unidos desde há muito tempo e passou a render a da China.

E há ainda, contra nós, a corrupção, a sangria dos cofres públicos.

Respeito o argumento dos que dizem que, se deixarmos de fazer as coisas por causa de corrupção, não faremos mais nada no Brasil.

Até porque o fenômeno não é monopólio nacional, embora a impunidade quase seja -basta dizer que os mesmos que pleitearam Brasília- -2000 estão aí pleiteando a Rio-2016, porque só de candidaturas gerações inteiras enchem o papo, algo em torno de, calcula-se, R$ 180 milhões, boa parte sem prestação de contas até hoje.

Aliás, outro bom motivo para torcer contra a vitória nacional está em que, ao que tudo indica, a derrota significará o fim do reinado de Carlos Arthur Nuzman, o déspota perfumado, que viveria sua derradeira oportunidade. Tomara, tomara.

O Pan-2007 já foi o que foi. Nem tem mais quem o defenda. Chega!

:: Aquarela do Brasil (Ari Barroso)

22 set

Por RODRIGO VIDAL FERRAZ

https://rodrigovf.wordpress.com

22 de setembro de 2009

Na minha humilde, modesta e insignificante opinião, essa é uma das músicas que melhor representa o Brasil no cenário internacional.

Quem é brasileiro, escuta a música e sente o calor da terrinha e lembra dos cheiros e sabores do nosso país. Quem não é brasileiro, quando a escuta, sente o calor tropical na alma e descobre a sensualidade do país mais exótico do ocidente.

Uma música dançante que não se dança, disse um gringo amigo meu! E é bem isso aí mesmo… difícil de explicar.

Fui procurar saber um pouco mais sobre a história dessa música e descobri que foi composta numa noite de 1939. O sucesso de “Aquarela do Brasil” demorou a se perpetuar. O sucesso só veio após a inclusão no filme de animação Saludos Amigos, lançado em 1942 pelos Estúdios Disney.

Foi a partir de então que ganhou reconhecimento não só nacional como internacional, tendo se tornado a primeira canção brasileira com mais de um milhão de execuções nas rádios americanas.

De lá pra cá muita gente “grande” já interpretou a canção, como Frank Sinatra, Paul Anka, Ray Conniff, Jobim, Elis, João Gilberto, Gal, Arcade Fire (de Montreal!!!), Plácido Domingos, entre outros.

Segue aqui uma versão instrumental:

E essa é uma versão cantada, com a Gal Costa…

:: História da cerveja no Brasil

29 maio

Por WIKIPEDIA

http://wikipedia.org/

29 de maio de 2009

A cerveja no Brasil demorou a chegar, pois os portugueses temiam perder o filão da venda de seus vinhos. A cerveja chegou ao Brasil em 1808 trazida pela família real portuguesa de mudança para o então Brasil colônia. Consta que o rei, apreciador inveterado de cerveja, não podia ficar sem consumir a bebida.

Logo ao chegar, Dom João decreta a abertura dos portos às nações amigas, abolindo o monopólio comercial luso. A vida econômica muda radicalmente. O séquito real amplia a demanda de bens de consumo e aumenta as despesas públicas. O comércio se diversifica com a inundação de produtos estrangeiros suntuários e o príncipe toma medidas de incentivo à indústria.

Dom João revoga o alvará de 1785, que proibia as manufaturas brasileiras e autoriza a instalação de tecelagens, fábricas de vidro e de pólvora, moinhos de trigo e uma fundição de artilharia. Também facilita a vinda de artesãos e profissionais liberais europeus, inclusive médicos e farmacêuticos.

Até 1814 a abertura dos portos beneficia exclusivamente a Inglaterra, que praticamente monopoliza o comércio com o Brasil. Outros tratados firmados por dom João em 1810, o de Amizade e Aliança e o de Comércio e Navegação consolidam ainda mais a presença inglesa na colônia. O Tratado de Comércio, por exemplo, fixa a taxa de 15% para todas as importações inglesas e de 24% para as de outras nações. Estes fatos fizeram com que a cerveja consumida no Brasil, de qualquer origem, fosse introduzida com exclusividade pela Inglaterra.

Até o final da década de 1830, a cachaça era a bebida alcoólica mais popular do país. Além dela, eram importados licores da França e vinhos de Portugal, especialmente para atender à nobreza. Nesse período a cerveja já era produzida, mas num processo caseiro realizado por famílias de imigrantes para o seu consumo.

anuncio_cervejaA bebida consumida pela população era a “Gengibirra” feita de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água, essa infusão descansava alguns dias, sendo então vendida em garrafas ou canecas ao preço de 80 réis ou a “Caramuru” feita de milho, gengibre, açúcar mascavo e água, esta mistura fermentava por uma semana e custava 40 réis o copo.

Encontrava-se também a gengibirra em garrafas de louça, que antes embalaram cerveja preta inglesa. Amarradas com barbantes, as rolhas de tais garrafas estouravam quando abriam — daí o nome de “cerveja marca barbante”.

Até o 2º Reinado (1840), os anúncios comerciais nos jornais referiam-se, exclusivamente, à venda de cerveja, nunca à produção. Foi só a partir da década seguinte que as famílias de imigrantes começaram a usar escravos e também a empregar trabalhadores livres para produzir a bebida e vendê-la ao comércio local. “nesse momento, o Rio já tem uma população de padrão médio formada por militares, oficiais de indústrias, proprietários de pequenas manufaturas, profissionais liberais e funcionários públicos. A cidade já era comparável a outras da Europa Central, e já possuía um mercado consumidor relevante. A venda era feita no balcão e na própria cervejaria, veja a propaganda,[1] que atendia a particulares. Convites eram espalhados pelos proprietários em bares próximos e festas eram realizadas dentro das cervejarias. As entregas eram feitas por carroças ao comércio dos bairros próximos.”

A partir da metade do século XIX, a fabricação de cerveja brasileira começa a tomar vulto com o aparecimento de diversas fábricas, inclusive grandes que aos poucos vão absorvendo as pequenas.

Mais informaçao sobre a história da cerveja no Brasil, clique aqui.

:: Políticos e esportes: nada é de graça…

21 maio

Por COSME RÍMOLI

http://blogdocosmerimoli.blog.uol.com.br/

13 de maio de 2009

Por que Lula recebeu Ronaldo?

Por que Serra fez questão de ligar para Marcos?

Por que Fernando Henrique recebeu a Seleção Brasileira pentacampeã?

Por que Paulo Maluf deu carros para os jogadores tricampeões do mundo?

chavez_e_fidel

Todas as visitas com direito a fotos e filmagem, evidentemente. Os políticos até gostam de futebol. Porém, cada vez mais buscam lucros em vitórias alheias. O lucro está em popularidade, simpatia.

Votos.

Com a crise mundial tolhendo os investimentos das grandes empresas, ficar bem com os governantes virou obrigação para os dirigentes.

Nada é por acaso.

Há interesse em cada click digital. Em cada camisa autografada dada. É com essa proximidade com o poder que encoraja o dirigente a pedir a liberação de um terreno para a construção de uma arena. Terreno que está embargado. Ou então o apoio com dívidas em impostos que a falida Timemania não está resolvendo.

Nada é de graça.

Muito menos um sociólogo que detestava futebol receber uma delegação. E ainda, constrangido, assistir um jogador transloucado dar cambalhotas na rampa do Palácio do Planalto.

Ou ainda um prefeito resolver dar automóveis a campeões do mundo. Tanta gratidão era uma grande desculpa para buscar popularidade para ser presidente da República. Mas veio o castigo. Não só não teve sequer chance real de brigar pelo cargo como teve de pagar do próprio bolso os tais carros…

Ninguém vai treinar cabeçada com Ronaldo para jornalista ver. Há sempre algo por trás em fotografias de políticos com jogadores e dirigentes…

:: Story of Stuff

8 maio

Por DENIS RUSSO BURGIERMAN

http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo

8 de maio de 2009

* Link e sugestão enviados por Silvia Zanforlin

Hoje vou pedir desculpas a você por tomar mais do seu tempo que o normal. Este vídeo aí embaixo tem mais de 20 minutos. Mas vale a pena, garanto. Trata-se de Story of Stuff, de Annie Leonard, especialista em sustentabilidade e em questões ambientais e de saúde.

Annie conseguiu mostrar de um jeito simples, direto, o que tem de errado no nosso jeito de produzir e consumir coisas e, conseqüentemente, na lógica da nossa sociedade. E faz isso deixando claro que o inimigo a ser combatido não é “o capitalismo”, nem mesmo “o consumo”.

É um pensamento até que bastante recente, nascido no pós Segunda Guerra, e que as pessoas aprenderam a acreditar ser a única opção. Não é.