Por RODRIGO VIDAL FERRAZ
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18 de junho de 2010
Cansei de escutar a humanidade debater sobre quem é melhor, Pelé ou Maradona. Na minha opinião são dois ótimos jogadores, excepcionais, geniais, mas não podemos de forma alguma compará-los. Praticamente tudo era diferente entre os dois, as origens, as épocas em que jogaram, os campeonatos que disputaram, os estilos de jogo, a força física, a técnica, a inteligência, a filosofia de jogo e a capacidade de improvisação.
Pelé ganha em todos os aspectos acima citados, de longe, com sobra e com argumentos, provas e testemunhas.
Quer ver por que?
Primeiro, alguns números:
Seguem aqui uns links para você compartilhar essa tabela com seus amigos gringos, que acham que entendem de futebol, mas não conhecem os fatos.
Ainda não está convencido?
Ok! Seguem alguns fatos:
Pelé era mais alto, mais forte, entrava bem nas dividias e roubava muitas bolas. Maradona não!
Ah, mas o Pibe era melhor com a bola já dominada, saindo, armando o jogo…
Ora, mas o Pelé também saía bem com a bola, tinha uma ótima visão de jogo, era tão rápido quanto Maradona. Também era um exímio passador, mas com uma “pequena” diferença, chutava bem com as duas pernas, Maradona só tinha a perna esquerda.
Ah, mas o Maradona era malandro, tinha malícia, sabia catimbar como ninguém…
Ora, mas o Pelé também era “enjoado”, cavava falta muito bem, não levava desaforo para casa, tinha até mais malícia que o hermano, é só pensar nos dribles de corpo que ele cansou de fazer, inclusive em Copas do Mundo. Outra “pequena” diferença, Pelé subia muito e usava a cabeça com maestria. Fez tantos gols de cabeça, quanto gols de falta. Maradona marcou um único gol de “cabeça” na carreira, e teve que usar a mão para conseguir.
A verdade é que a filosofia era bem diferente, Pelé jogava futebol e fazia de tudo dentro das regras para desequilibrar a partida. Maradona jogava futebol também, mas as regras não eram importantes, valia de tudo, o importante era ganhar. O Brasil venceu cinco Copas, nenhuma em casa e com nenhuma suspeita. A Argentina venceu duas, uma em casa, suspeitíssima, e outra com o gol de “cabeça” do Pibe.
E para finalizar, um fator delicado, uma parte importante, a vida extra-campo. Sabemos que Pelé não é nenhum poeta, ou pensador, que aliás, fala mais do que deve e se vê no direito de opinar e dizer bobagens. Mas nem de longe ele compromete sua imagem como ídolo mundial e como atleta do século. Balança, mas não cai. Continua sendo respeitado e admirado por todos. Ainda é um exemplo.
Já o Maradona…
Enfim, não há mais o que ser dito, assunto encerrado, Pelé é o melhor de todos os tempos e ponto final.





