Por RODRIGO VIDAL FERRAZ e GUSTAVO GESSULLO
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19 de novembro 2009
Aquele mesmo das piadas na escola, o malandro, o irônico, o moleque levado que sacaneava a professora, o zelador, o pai, a mãe, as garotinhas e os próprios amigos.
Ah Joãozinho, foi e é o ídolo de muito moleque por aí. O agitador, formador de opinião, corajoso, valente, um guerreiro. Todo mundo o conhece. Foram tantas histórias engraçadas que ninguém jamais esquecerá essa personalidade quase folclórica da nossa cultura.
Pois é, outro dia encontrei o Joãozinho por aí, pela vida. E para minha surpresa, ele não mudou nada! Mais velho, com alguns cabelos brancos, barba por fazer e uns quilos a mais, mas no fundo o mesmo fanfarrão irreverente de sempre.
Depois de muitos anos trabalhando na mercearia do pai, resolveu abrir sua empresa, uma loja no Stand Center na Avenida Paulista. Ele revendia aparelhos de som (roubados) para carros, CDs piratas, DVDs também. Tudo sem nota, afinal quem paga imposto é otário.
Foi numa dessas que conheceu um juiz importante, que arranjou uma vaga como Fiscal da União. Sabe como é, ter contatos na vida é tudo! Aí tudo mudou, casou, teve filhos, comprou uma bela casa com cachorro e piscina. Quer dizer, nem tudo mudou. Afinal, como Fiscal ele fazia mais maracutaias que como dono da lojinha de artigos piratas.
Continuou trabalhando com a pirataria, mas indiretamente, sabe como é, malandro nunca roda. Mas foi preso duas vezes por dirigir embriagado, se livrou porque molhou a mão dos caras e conhecia o tal juiz. Coisas da vida, afinal ele dirige melhor bêbado! Como muita gente por aí. Lei seca é coisa de otário.
Foi então que resolveu entrar para a política, eleito vereador e com a rede de bons contatos, entrou de vez no crime organizado, quero dizer, na briga contra o crime organizado. Está respondendo, em liberdade, à duas CPIs e seu nome está envolvido em outras sujeiras em Brasília, mas afinal é isso aí, político que não rouba não existe, honestidade é para os otários, afinal ele rouba mas faz.
Fez muita coisa, empregou os parentes, alguns amigos, facilita algumas licitações para empresas conhecidas, não cobra caro para desembaraçar mercadorias no Porto de Santos, tem uma “importadora”, uma empresa de “despachantes” e uma lavanderia, de dinheiro, disfarçada de pizzaria, no Brás.
Um trabalhador incansável. Um exemplo de gente obstinada e batalhadora. E quem batalha “de verdade” no Brasil sabe o que o negocio da certo. Joãozinho tinha todo mundo na mão e carta branca pra mandar e desmandar nesta porra de pais. Porque não a Presidência? Joãozinho era a cara do Brasil! Meteu o terno, acendeu o charuto, contratou um publicitário mal-intencionado e estampou a cara nos jornais, revistas e televisão. E o lema era Joãozinho pra Presidente, Brasil pra frente!
E Joãozinho, nunca esqueça, é malandro, sabe o que o povo quer, se fosse mulher tava com o biquíni enfiado no rabo balançando a bunda num programa de TV. Comprou voto, fez aliança, saiu nas ruas com aquele sorriso, fazendo piadas infames, uma alegria que dava gosto de ver. Ia para os debates e, mesmo na Globo, debochava dos concorrentes em rede nacional, chamava o povo junto, batia no peito, chorava, contava da infância pobre e sofrida. Foi eleito com unanimidade, o povo saiu na rua e gritou seu nome, subiu no Planalto como salvador de Pátria.
Mas não adianta meus amigos, o que ele mais quer é continuar a fazer suas piadas de sempre. E o melhor, ou o pior, é que ele continua a fazer piada, em Brasília, de terno, charuto e com a cara cheia de uísque. E viva Joãozinho e viva o Brasil!
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Veja algumas passagens de nosso ilustre presidente:
Durante o jantar, Joãozinho conversa com a mãe: – Mamãe, porque é que o papai é careca? – Ora, filhinho…. Porque ele tem muitas coisas para pensar e é muito inteligente! – Mas mamãe….então porque é que você tem tanto cabelo? – Cala a boca e come logo esta porra de sopa, menino!
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Irritado com seus alunos, o professor lançou um desafio. – Aquele que se julgar burro, faça o favor de ficar de pé. Todo mundo continuou sentado. Alguns minutos depois, Joãozinho se levanta. – Quer dizer que você se julga burro? – Perguntou o professor,indignado. – Bem, para dizer a verdade, não! Mas fiquei com pena de ver o senhor aí, em pé, sozinho!!!
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Joãozinho olhava pelo buraco da fechadura do quarto dos pais quando eles estavam transando. Seu irmãozinho de 5 anos queria saber o que estava acontecendo lá dentro. Respondeu Joãozinho: – É muita sacanagem, e me mandaram para o Psicólogo só porque eu chupava o meu dedinho !!!
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A tia pergunta ao sobrinho: – Joãozinho o que você quer fazer quando crescer e ficar grandão assim como eu? E o Joãozinho responde: – Eu quero fazer regime…
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O Joãozinho ( J ) chegou pro pai ( P ) e perguntou: ( J ) Pai, como eu nasci ? ( P ) Eu achei você uma vez que sai pra caçar na floresta… ( J ) E o meu irmãozinho ? ( P ) Ele foi uma experiência mágica que fizeram na barriga da sua mãe.. ( J ) E você ? ( P ) Seu avô achou uma sementinha e cuidou dela, e eu nasci… ( J ) Porra pai, será que ninguém da no couro nessa casa ?
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